Venerável D. António Barroso

Estátua de D. António Barroso

Inauguração do monumento à Missionação    Portuguesa 

No dia 20 de outubro de 2019, em Cernache do Bonjardim, concelho da Sertã, em frente ao que nasceu como Real Colégio das Missões Ultramarinas, hoje vulgarmente conhecido como o Seminário das Missões, foi inaugurada uma estátua, em bronze, dedicada à missionação portuguesa.

A cerimónia contou com a presença da Conferência Episcopal Portuguesa, do superior geral da  Sociedade Missionária da Boa Nova, padre Adelino Ascenso, do antigo ministro Guilherme de Oliveira Martins, que foi o orador da sessão, dos presidentes da Câmara da Sertã e da Junta da freguesia de Cernache do Bonjardim e de muitos populares, entre os quais se fez notar a expressiva delegação das gentes da freguesia de Remelhe, Barcelos, onde, em 5 de novembro de 1854, nasceu D. António Barroso.

O levantamento desta estátua pretende homenagear D. António Barroso, missionário na África, na Índia, e bispo na diocese do Porto, bem como os 320 padres missionários, saídos do Real Colégio das Missões Ultramarinas, entre 1856 e 1912, cujos nomes ficaram gravados em bronze na base do monumento.

Segundo nota distribuída à imprensa, assinada por Manuel Vilas Boas, jornalista da TSF, «Este monumento, evidencia, entre os bispos e padres, formados naquela casa, a personalidade forte do missionário que bateu o pé aos corifeus da República, quando governava a diocese do Porto, nos inícios do séc. XX. Ele trazia já um corpo debilitado pelas febres africanas, mas também mais informado pelas longas caminhadas, em nome da fé e do desenvolvimento das gentes de Angola, em S. Salvador do Congo, na prelazia de Moçambique, despida de apoios sociais e religiosos, na turbulenta diocese de Meliapor e, na última fase da vida, no Porto, preocupado com os pobres, que abundavam na diocese. O missionário Barroso trouxe à Sociedade Portuguesa de Geografia e ao Ateneu Comercial do Porto a discussão limite sobre o modelo de missionário para os territórios coloniais de então».

Relevando o valor simbólico da cruz e da enxada que se destacam na estátua, a mesma nota prossegue afirmando que, «Se numa mão levantaria a cruz, na outra envergaria a enxada, símbolo da proximidade com a mãe terra. Foi por esta determinação que a Santa Sé, por ordem do papa Francisco, o fez Venerável, em 2017, às portas de uma consagração, não limitada por fronteiras. Um missionário de corpo inteiro que amou a terra que o viu nascer entre os calores de uma eira aberta e que, aos 63 anos, o viu partir, de palavras confessadas: “Pobre nasci, rico não vivi e pobre quero morrer.”.

Para a vice postulação da causa de canonização do missionário de Remelhe, que é responsável por esta iniciativa, a sua inauguração traduz tão só a concretização do «desejo de deixar na casa de formação dos designados “padres de Cernache”, um sinal de futuro, para que a história não esqueça os que se distinguiram pela coragem e pela dedicação ao seu semelhante.

Mesmo que a onda de banalização dos lugares, que nos está a atingir a todos, possa perseguir esta iniciativa, erguida no interior do país, e por muitos participada, restarão, na pedra do mármore alentejano, as cintilações dos nomes, em bronze, a marcar caminhos andados, pelos sertões da África e pelo exótico Oriente, o almejado diálogo entre cultos e culturas, outrora arrasado por ventos coloniais demolidores». Ler +

a) José Gomes Campinho

Nota: Podem, através do vídeo da autoria do nosso colega, António dos Santos Ramos, recordar todos os momentos históricos.

Imagens da Cerimónia

Inauguração do monumento à missionacão portuguesa no Real Colégio das Missões Ultramarinas em Cernache do Bonjardim. Dos 320 missionários inscritos no mármore, formados nesta casa para as missões do padroado, destaca-se o “missionário da cruz e da enxada”, D. António Barroso. Deste acontecimento, o Armista António Santos Ramos, cedeu-nos gentilmente um vídeo que realizou e que publicamos no Youtube para memória futura.

a) Sérgio Cabral

Homenagem à Missionação Portuguesa

e ao

Venerável D. António Barroso

Com este título e sobre este evento foi publicado um livro da autoria do Prof. Doutor Amadeu Gomes de Araújo, com data de 20 de Outubro de 2020, cuja capa aqui publicitamos, que fica como um marco histórico e para memória futura. 

Narra os principais momentos das Origens do Padroado Português, passando pelos muitos missionários que ali se formaram, incluindo D. António Barroso, até aos nossos dias. Tal como disse o senhor Padre Superior Geral, Adelino Ascenso da Sociedade Missionária da Boa Nova:

“A Sociedade Missionária da Boa Nova acolhe e saúda Todos os que nos visitam nesta data memorável. Juntos vamos recordar quantos nos precederam nos Caminhos da Missão”.

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